11ª edição da Virada Cultural de Mogi reúne público de 17 mil pessoas

Imprimir PDF



Um público total de 17 mil pessoas compareceu, no último final de semana, à 11ª edição municipal da Virada Cultural Paulista. O evento, promovido pelo Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Mogi das Cruzes, reuniu 38 atrações de diversas linguagens culturais, em quatro palcos que foram montados na cidade.

A abertura aconteceu no Theatro Vasques, às 18 horas do sábado (10/11), com apresentação da Banda Sinfônica Jovem de Mogi das Cruzes e, na sequência, da Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi das Cruzes. Ambos os grupos resultam dos projetos de musicalização desenvolvidos há 15 anos pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.

O palco externo montado na Avenida Cívica reuniu as principais atrações trazidas pelo Governo do Estado, como Marcelo Jeneci, Rincon Sapiência, Helião RZO, Zeca Baleiro e Anastácia, esta indicada ao Latin Grammy Awards.

O prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo e o secretário de Estado da Cultura, Romildo Campello, conferiram o show com Zeca Baleiro. “A Virada Cultural de Mogi das Cruzes já é reconhecida como uma das maiores do Estado de São Paulo e nosso objetivo é sempre oferecer uma programação de qualidade e com segurança para todos os mogianos”, destacou o prefeito.

Em razão de uma decisão da Justiça, a atração do domingo do Largo Bom Jesus foi cancelada e a programação do domingo no palco da Avenida Cívica foi alterada. Assim, Zeca Baleiro abriu o palco do domingo e, na sequência, apresentaram-se Anastácia Rainha do Forró e o mogiano Kaká Novais.

O restante da programação ocorreu normalmente, dentro do que estava previsto. O Centro Cultural, por exemplo, recebeu mais uma edição do Mercado Móbile em seu piso térreo, onde está a Galeria de Artes Wanda Coelho Barbieri. Já na Sala Multiuso Wilma Ramos, ocorreram apresentações de diversos segmentos e estilos, como música (rap, MPB, sertanejo, caipira), teatro e dança.

O Largo do Rosário, tradicionalmente o palco rock/reggae da Virada, teve uma das mais densas programações, com a apresentação de um total de dez bandas e artistas da cidade, sendo muitos executando rock autoral, outros rock alternativo e heavy metal. No domingo, o reggae predominou e houve também apresentação de cultura popular.

Outras novidades da Virada deste ano foram o 1º Festival Vegano de Mogi das Cruzes, que aconteceu no salão paroquial da Catedral de Sant´Anna e as intervenções de yoga e meditação, que foram realizadas nas manhãs de sábado e domingo na Praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, em frente ao Centro Cultural de Mogi das Cruzes.

De acordo com o secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori, o Festival Vegano e o Mercado Móbile foram dois destaques da programação. “Ambos tiveram público expressivo, portanto já estamos pensando para o ano que vem em unir esses dois eventos”, pontuou.

Sobre as reclamações referentes à barulho no palco da Avenida Cívica, o secretário lembra que as mudanças nos horários, que acabaram fazendo com que os shows fossem apresentados mais tarde do que o previsto, foram adotadas em função da decisão judicial, que foi apresentada no sábado de manhã. “Se tivéssemos sido comunicados antes, readequaríamos os horários”, pontua.

Já sobre os pedidos para que o palco fosse montado no espaço do antigo CIP, onde ocorrem os shows da Expo Mogi, Sartori lembra que o local já estava recebendo a 2ª Mogi Expo Tattoo, que é uma das maiores convenções de tatuagem do Brasil e que agora, inclusive, está em processo de ser inserida no calendário oficial da eventos da cidade.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes lembra, por fim, que a Avenida Cívica foi aberta justamente com o intuito de se tornar o local oficial para a realização das ações previstas no calendário de eventos do município.

Como em todas as últimas edições, a 11ª Virada Cultural de Mogi das Cruzes não teve o registro de graves ocorrências, em função do sistema de segurança empregado durante o evento. (Lívia de Sá)